quinta-feira, 26 de junho de 2014

Nem sempre tudo é como queremos ou idealizamos.... tenho que me convencer disto.
Outrora foste valorizada, talvez hoje já não o sejas.
Foste útil em tempos, mas já não o és... Na realidade talvez nunca o tenhas sido...
valorizaste de mais... deste demais....
Achavas que estava tudo certo... tudo adquirido, mas não estava, não está mais, nem voltará a estar...
Sempre achaste possível... nunca duvidaste, nunca hesitaste em dar tudo o que tinhas...
Tudo representava uma partilha, um amor, uma compaixão.
Deixaste de ter relevância, se é que alguma vez a tiveste, se na realidade não passou de um interesse fugaz de um momento ou de uma ilusão criada por ti mesmo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Está tudo prestes a desmoronar...
Falsa segurança esta que vivo e que assisto...
Estou com os braços amarrados sem conseguir lutar ou sequer reagir.
Assisto e desespero.
Tenho medo do que poderá vir...
Forte ansiedade esta minha que teima em permanecer,
faz de mim o seu habitat natural.
Não pede qualquer autorização.
Apoderou-se de mim,  vai-me consumindo e eu não reajo.
Não consigo...

terça-feira, 17 de junho de 2014

Laços que se perderam

Há laços difíceis de cortar ...
Eu não quero desistir. Não consigo!
É perder algo forte que construí...
A razão tentar levar a melhor sobre a sensibilidade, mas não consegue...
A ruptura é dolorosa! 
Mas eu também não a quero! 
Eu não consigo...
Não consigo pensar apenas em mim, como ser único... fazes parte do meu ser, do meu eu e de todo o processo de construção.
Doí demais ter que cortar.
Custa-me perder a tua cumplicidade.
O corte do cordão umbilical é doloroso e penoso. 
Não estou preparada, nem sei se algum dia o estarei...
Vou deixando gradualmente tudo esmorecer, deixo tudo acontecer à minha volta enquanto eu assisto a tudo sem nunca actuar. Não tenho forças para isso...
A única maneira de cortar os laços é deixar-me levar...levar pelo cansaço, pela exaustão e pela tristeza, tristeza de não te ter, não te ter como te tive antes...


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Independentemente das adversidades da vida, dos obstaculos, das desilusões, das decepções que ultrapassamos... nunca devemos perder o sorriso ou baixar os braços.
Tudo faz parte da vida... ela é para ser vivida ainda que nem sempre seja facil, tudo faz parte do nosso crescimento interior...
Never give up....


domingo, 8 de junho de 2014

Trifle de pêssego

Andei bastante tempo para concretizar esta receita...Agora que a concretizei, vou repeti-la vezes sem fim pois acho-a deliciosa e super fresca para o Verão.
 Aqui fica a receita do meu trifle de pêssego...

  • 1lata de pêssego em conserva
  • 150g Açúcar
  • 40g Farinha
  • 5dl leite
  • 8Fataias de bolo
  • 1 c.café de aroma de baunilha
  • 2 Ovos
  • 2 Gemas
  • Folhas de hortelã-decoração (facultativo)



Numa taça misture o açúcar com os ovos ,as gemas,e a farinha.
Verta o leite e misture bem.
Leve a lume brando a engrossar, mexendo sempre.
Retire do lume, junte o aroma da baunilha e deixe arrefecer. 
Escorra o pêssego e parta em fatias.
Usei uma taça grande, mas também podem usar taças individuas.
Forre o fundo com bolo, coloque por cima fatias de pêssego e cubra com o creme.
Repita a operação e termine com o pêssego.
Quanto mais camadas tiver, melhor.
Reserve no frio e sirva decorado com folhinhas de hortelã.
Fica uma sobremesa linda, até custa abrir ...  fiquei muito orgulhosa do meu trabalho.

Aqui ficam as fotos do resultado final...





quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Que a Felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade de dentro para fora, de cada um para todos."
 
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"


  "...A queda dos grandes não nos faz maiores. Só torna quem a festeja ainda mais pequeno." Pedro Chagas Freitas