sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Soneto do amor e da morte
quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
quarta-feira, 23 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Sexta
Sexta feira é sempre o dia que há mais animação no trabalho, está a chegar o fim de semana.
Aproxima-se um fim de semana que promete.
Muita animação junto da família "nova", amigos e de alguns até que já não vejo à algum tempo, vai ser um reencontro.
Quero um fim de semana que desligue completamente da minha semana, gosto de desligar, de parecer que sou enviada para outra galáxia e só regresso ao Domingo à noite que por vezes são depressivos.
Quero um fim de semana de atitudes sinceras e amizades simples, de algo que me aconchegue.
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)
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"...A queda dos grandes não nos faz maiores. Só torna quem a festeja ainda mais pequeno." Pedro Chagas Freitas
-
"Nunca conhecerás a verdadeira felicidade até que tenhas conhecido o amor. E nunca compreenderás a verdadeira dor, até que o tenhas pe...






