quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Que a Felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade de dentro para fora, de cada um para todos."
 
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"


quarta-feira, 23 de abril de 2014

stay strong....


Cada vez mais mais acredito que tudo na vida tem um preço até mesmo as nossas convicções e ideais.
A força da convicção dura até se chegar ao preço que ela tem. 
É o que temos no mundo de hoje...

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sexta

 Sexta feira é sempre o dia que há mais animação no trabalho, está a chegar o fim de semana.
 Aproxima-se um fim de semana que promete.
 Muita animação junto da família "nova", amigos e de alguns até que já não vejo à algum tempo, vai ser um reencontro.
 Quero um fim de semana que desligue completamente da minha semana, gosto de desligar, de parecer que sou enviada para outra galáxia e só regresso ao Domingo à noite que por vezes são depressivos.
Quero um fim de semana de atitudes sinceras e amizades simples, de algo que me aconchegue.

segunda-feira, 31 de março de 2014

"Caos é o nome de qualquer ordem que produz confusão nas nossas mentes."
 Jorge Santayana - Espanha
1863 // 1952 - Filósofo

quinta-feira, 27 de março de 2014

Para atravessar contigo o deserto do mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento



Sophia de Mello Breyner Andresen 
Livro Sexto (1962) 
 
 
 
 

  "...A queda dos grandes não nos faz maiores. Só torna quem a festeja ainda mais pequeno." Pedro Chagas Freitas