O tempo é muito lento, para os que esperam.
Muito rápido, para os que tem medo.
Muito longo, para os que lamentam.
Muito curto, para os que festejam.
Mas para os que amam, o tempo é eterno.
WILLIAM SHAKESPEARE, Infamous Poet and Playwright —
domingo, 29 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
terça-feira, 17 de abril de 2012
"Existem dias que gostava de voltar a ser criança, uma menina de seis anos que caiu da bicicleta.
Gostava de voltar a fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beij...aria o meu joelho esfolado. Eu ia parar de chorar e tomaria leite com pepitas de chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer...
Como lidar com as dores que não passam com um beijo..."
Gostava de voltar a fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beij...aria o meu joelho esfolado. Eu ia parar de chorar e tomaria leite com pepitas de chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer...
Como lidar com as dores que não passam com um beijo..."
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
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"...A queda dos grandes não nos faz maiores. Só torna quem a festeja ainda mais pequeno." Pedro Chagas Freitas
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"Nunca conhecerás a verdadeira felicidade até que tenhas conhecido o amor. E nunca compreenderás a verdadeira dor, até que o tenhas pe...
